Em um movimento para consolidar sua presença nas Américas, a operadora Claro vem intensificando frentes distintas de atuação que vão desde a democratização do acesso à internet em espaços públicos brasileiros até a modernização robusta de infraestrutura no exterior. No Brasil, a companhia mantém uma rede com mais de 2,5 milhões de pontos de acesso, permitindo que usuários — sejam eles clientes ou não — naveguem gratuitamente em momentos de necessidade, como a falta de dados móveis.
O funcionamento da rede pública nacional
A iniciativa, identificada nos dispositivos como #NET-CLARO-WIFI, funciona como uma alternativa de conectividade urbana. Para a base de assinantes da operadora, o acesso é facilitado e ilimitado, embora dependa do tipo de contrato vigente. Clientes pessoa física com planos pós-pagos acima de 500MB, assinantes de banda larga residencial com pacotes superiores a 2GB e usuários do NET Virtua acima de 5 Mega já possuem o benefício incluído.
O processo de conexão para este grupo é desenhado para ser fluido. Ao identificar a rede em um computador, celular ou tablet, o navegador padrão direciona o usuário para uma página de autenticação. Quem possui serviços residenciais utiliza o CPF ou CNPJ do titular, enquanto clientes móveis (Pré, Pós e Controle) validam o acesso inserindo o número do celular e aguardando um SMS de confirmação. Uma vez realizado o login, o dispositivo memoriza a rede, conectando-se automaticamente sempre que houver um ponto disponível nas proximidades.
Alternativas para não clientes e modelo publicitário
A operadora também estende o serviço a quem não possui vínculo contratual, mas com limitações técnicas e comerciais. A navegação gratuita para não assinantes possui velocidade reduzida, com download máximo de 5 megas, e opera sob um modelo sustentado por publicidade. Para liberar o sinal, o usuário deve preencher um cadastro inicial com nome, CPF e data de nascimento, optando pela modalidade de acesso “15 minutos”.
Para efetivar a conexão, é necessário assistir a vídeos publicitários. Segundo a política da empresa, a visualização de mais conteúdo libera mais tempo de navegação. Existe ainda a possibilidade de compra de passes avulsos para quem deseja evitar os anúncios ou precisa de mais tempo, com valores que variam de R$ 4,90 por duas horas até R$ 14,90 para uma semana de uso contínuo.
Cobertura em locais de alto tráfego
A infraestrutura de Wi-Fi da Claro prioriza zonas de grande circulação, cobrindo pontos nevrálgicos de transporte e lazer. A lista de aeroportos atendidos é extensa e inclui terminais cruciais como Guarulhos (GRU) e Congonhas em São Paulo, Santos Dumont e Galeão no Rio de Janeiro, além de aeroportos internacionais em capitais como Manaus, Belém, Recife, Curitiba e Belo Horizonte (Confins e Pampulha). Estádios de futebol, como o Maracanã e a Fonte Nova em Salvador, também integram a rede de cobertura.
Investimentos de meio bilhão de dólares no Caribe
Enquanto fortalece a capilaridade no Brasil, a marca projeta uma expansão agressiva de infraestrutura em outros territórios. A Claro Porto Rico anunciou um plano de investimento de até US$ 500 milhões (aproximadamente meio bilhão de dólares) ao longo de três anos. O objetivo é modernizar as redes de telecomunicações locais, com foco na resiliência do sistema e na expansão da fibra óptica e da tecnologia 5G na ilha.
Desde o início de suas operações em Porto Rico, em 2007, a empresa já aportou mais de US$ 3 bilhões. Para o ano fiscal de 2026, a previsão é destinar US$ 150 milhões especificamente para ampliar a malha de fibra óptica e reforçar a cobertura 5G, que já abrange 95% do território, conforme declarações de Enrique Ortiz de Montellano, CEO da filial porto-riquenha.
A meta da companhia é ambiciosa: encerrar 2026 com 750 mil residências conectadas (homes passed) por fibra óptica, visando atingir a marca de 900 mil em três anos. O plano de expansão inclui ainda a abertura de novos estabelecimentos comerciais na ilha, superando as 13 inaugurações realizadas em 2025.
No cenário regional, os números mostram a força do grupo. Até setembro de 2025, a Claro contabilizava oito milhões de assinantes móveis no Caribe, impulsionados por adições recentes na República Dominicana e em Porto Rico. Na região, a empresa encerrou o período com 2,9 milhões de unidades geradoras de receita em serviços fixos, consolidando sua posição em um mercado que, segundo reguladores locais, possui alta demanda por conectividade móvel e internet fixa.